Slow content é mais uma das muitas terminologias do marketing digital e não está ligado à velocidade, e sim à produção de conteúdo diferenciado. Por aqui somos adeptos há muitos anos do movimento slow: pode dar mais trabalho, mas não dá para comparar uma refeição slow food com uma fast food, concorda?

O que você prefere: molho de tomate pronto de latinha ou aquele feito na hora, com produtos frescos, azeite de qualidade e algumas folhinhas recém colhidas de manjericão para completar?

Também somos slow travelers, daqueles que se demoram em cada destino e voltam diversas vezes ao lugares preferidos. Nossas viagens estão ligadas a conhecer a cultura de cada cidade, viver experiências que realmente valham a pena — não vemos sentido em passar voando por um lugar só para dizer que estivemos lá…

O slow content tem a ver com a criação mais cuidadosa de conteúdos para as redes sociais. De que adianta colocar no ar um volume gigante de dados se a maior parte deles é superficial? Muita gente prega que é preciso fazer x posts ao dia e stories, gravar vídeo, IGTV, Reels, blá, blá, blá…

Se você tiver uma equipe numerosa, e talentosa, para isso e cada um dos conteúdos fizer sentido com a sua estratégia, concordo plenamente! Mas daí eu pergunto: é a sua realidade? A minha não é! E você e eu estamos cansadas de ver tanta obviedade em nossas timelines.

Por respeito a audiência
Quem tem um projeto, um negócio ou mesmo um perfil pessoal na internet está ali por causa de uma audiência. Não importa o tamanho, está interagindo com uma comunidade. E o slow content diz respeito justamente a compartilhar de forma consciente, pensando nas seguintes questões:
Com quem você interage?
Você entrega um material de qualidade para quem te acompanha?
O que você compartilha contribui para o crescimento das pessoas no seu entorno?

Às vezes os gurus da internet esquecem que por trás de cada perfil há um indivíduo. E eu sugiro: que tal tirar a produção de conteúdo do automático? O bom marketing digital não é só sobre cumprir regras, perseguir números mágicos ou seguir métodos apresentados como infalíveis. É sobre encantar pessoas.

Por isso postamos na medida em que conseguimos produzir algo que valha a pena — tanto em @Conteudo.Digi.e.Tal quanto no @GallasDisperati.

Slow content e a pandemia
O slow content faz ainda mais sentido no momento que vivemos: sem poder viajar livremente, saindo menos, sem poder conviver despreocupadamente com nossa família e amigos.

A nossa casa virou tudo: muitos estão trabalhando em home office, outros fazem ginástica com instrutores online, o mesmo vale para consultas médicas, compras e tantas outras coisas. As crianças ficaram meses sem ir à escola.

Muito mais do que antes, vivemos online. E está todo mundo exausto. E aqui me refiro aos que tem espaços confortáveis para acomodar todas as atividades. A grande maioria não tem, e os problemas só aumentam.

Difícil quem não esteja preocupado com tantas perdas, com a economia, os negócios, a carreira, os relacionamentos. É hora de priorizar onde gastaremos energia e tempo e focar em informações de fontes confiáveis, lutar contra a manipulação de dados e interagir com perfis que agreguem algo de bom ao nosso cotidiano.

O slow content, assim como o slow food, veio para deixar a internet mais saudável: sem exageros, dados manipulados, fake news. Precisamos de mais gentileza e menos ironia ou mesmo submissão.

Acreditamos no poder transformador de usar a internet e as mídias digitais ao nosso favor. Sem sermos escravos do algoritmo: não somos robôs. E que o processo seja como preparar um almoço em família, daqueles que aproveitamos cada momento. Respeitando os tempos de cada um e usufruindo a companhia.

Vamos com calma, mas sempre em frente.
Até a próxima!

Slow content

Obs: a foto é da obra Coop Kaffee, de Donald Brun, 1943 — acervo do Museu do Design em Zurique (Museum für Gestaltung).

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