Fui forjada no calor de 40 graus. Sol forte na moleira o ano todo, como diz minha vó. Talvez isso explique muita coisa sobre mim. Sempre digo que alguém nascida e criada sob o sol de Teresina está preparada para enfrentar tudo nesta vida. 

E assim começo me apresentando a vocês, bem uma deixa do que vem pelas linhas seguintes.

Sim, sou nordestina, piauiense, mais especificamente teresinense, a mais velha dos três filhos do Seu Raimundo e da dona Socorro, e morando há menos de um ano em São Paulo. Na minha terra a gente não fala “arretado”, mas pelas bandas de cá acham que todo o Nordeste fala sim. Pelo que se entendem por arretada, sim, podem me encaixar um pouco nessa palavra. 

Mas vejam só o que pessoas que me conhecem bem falam sobre minha pessoa também: corajosa, impaciente, determinada, zangada, forte, teimosa, humana, estressada, sensível, engraçada, inteligente, divertida, amorosa, trabalhadora, competente, simpática, solar, exagerada…será que eles estão certos mesmo? 

Deixa eu aqui acrescentar mais nesse combo. Sou do signo de áries com ascendente em….áries também! Sei bem que vocês devem ter soltado a interjeição mais apavorante…rsrs. 

Já a minha psicóloga, a que escuta os rincões do meu interior, diz “Nahiza, você é vida”. Acredito que sim. E aí eu me recordo da frase do Gabriel Garcia Marquez, que falou “é a vida, mais que a morte, a que não tem limites”. É nisso que acredito e levo. Os limites que impomos a ela devem ser os de viver em sociedade de forma justa, humana, respeitosa e ética. Fora isso, não existem limites. Ser feliz, cada um a seu modo. Talvez esse seja o único “limite”!

E foi munida disso tudo que eu me mudei para São Paulo no dia 28 de fevereiro de 2020. Logo depois veio a pandemia. Mas aí seria assunto para outro post. Por aqui digo que essa mudança foi o mais importante passo que dei na minha vida. Foi algo sonhado e planejado há muito tempo. Eu tenho sede por viver, eu queria viver um mundo com outras possibilidades e vivências mais. SP proporciona isso, seja das mais variadas formas e percepções. 

Nessa mudança veio comigo a esperança, a minha bagagem nordestina, meu piauiês, meus sonhos, o desejo em crescer profissional e pessoalmente; comigo vieram as inúmeras dificuldades que eu e minha família já passamos e a força que isso nos deu, a persistência, os meus projetos, o amor dos meus pais, irmãos, sobrinhos, amigos, a minha sede por encontrar o meu lugar no mundo. Cá estou encontrando, existindo, resistindo, aprendendo, reaprendendo, redescobrindo, crescendo e buscando ser feliz do meu modo.

Comigo também veio o meu outro lado, que cá apresento. Sou jornalista por formação e, antes de me encontrar na profissão, eu achava que Direito era o que me faria feliz. Busquei insistentemente ingressar nessa área, mas que bom que não deu certo. Entre idas e vindas e retomadas, a comunicação ficou de vez. Atualmente atuo com Marketing de Conteúdo, com cada vez mais certeza que nasci para a Comunicação. 

E para completar o combo da minha apresentação, sou apaixonada por música (titio Nietzsche já dizia que “sem música a vida seria um erro”), pelo flamengo, por dias de sol,  pelo meu olhar encontrando o mar, pelo sossego, pela diversão, pelo meu cantinho, pela cervejinha e vinho, e por GENTE. 

Gosto de gente, sou filha do movimento e avessa às regras limitantes que nos deixam escapar a nossa felicidade. E sou disponível para bons ventos! Foram eles que me trouxeram até o Inconformidades. Por aqui vou trazer uma visão de mundo fora do eixo Rio-SP. Vamos nessa?

E assim seguiremos levando a máxima dos Novos Baianos de que “e pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto….”. 

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