Como nós mulheres podemos gerar capacidade de nos curarmos e retomar o controle de nossas vidas em um caso depressão feminina?

Um breve contexto de cenário para vocês.

Na última década houve um aumento alarmante do uso de antidepressivos em todo o mundo: uma em cada 4 mulheres começam o dia com medicação. Com o passar do tempo de uso, esses medicamentos se tornaram a panaceia para tudo, desde tristeza, irritabilidade e ataque de pânico até insônia, TPM, síndrome disfórica e estresse. 

Sabemos que a depressão é uma preocupação mundial, pois atinge grande parcela da população em todas as idades. 

As mulheres correm um risco de depressão três vezes maior do que os homens, porque a variação do hormônio estrogênio está diretamente relacionada à química da serotonina e também de outros neurotransmissores.

Os tipos de medicamentos psiquiátricos mais vendidos, segundo Funcional Health Tech, são antidepressivos, analépticos (drogas estimulantes do sistema nervoso central), sedativos e ansiolíticos (usados no controle de ansiedade).

Sabemos que a depressão é uma preocupação mundial, pois atinge grande parcela da população em todas as idades. 

A depressão também pode ser resultante por uma conjunção de fatores biológicos e culturais. Além disso, circunstâncias como gravidez acima dos 40 anos, estresse físico e emocional, fatores genéticos, o período após a menopausa e o próprio ciclo menstrual, que provocam alterações hormonais que levam a manifestação de sintomas depressivos.

Dentre esses sintomas depressivos, podemos destacar as alterações de humor como tristeza, choros mais frequentes, angústias, irritabilidade.

Um dado curioso que fator de aposentadoria também entra como uma variável que pode contribuir para o aparecimento do quadro, pois deixar de trabalhar ou mudar de carreira precisa ser algo planejado. Aposentar-se não quer dizer “deixar de ser útil”. Muito pelo contrário, é repensar sobre uma forma de ser ver envolvida em um novo projeto de vida cheio de novas possibilidades e realizações.

Além disso, nas últimas décadas é comum vermos mulheres sendo arrimo de família, exigências profissionais, as responsabilidades com a criação de filhos – que ainda insistem serem atribuídas apenas às mulheres – e os deveres em casa podem provocar esgotamento e estresse, e assim serem gatilho para uma crise.

O advento da pandemia trouxe essa difícil realidade e intensificou essa carga para as mulheres.

Em meu consultório, venho atendendo diversas queixas sobre essas dificuldades e sofrimento psíquico que culminam em crises de choro, sentimentos de culpa, tristeza, baixa autoestima e uma desesperança de que haverá uma luz no fim do túnel.

Posso dizer à vocês que SIM, HÁ UMA LUZ não no fim, mas durante a sua trajetória de existência neste exato presente em que vivemos! Para isso, é importante se apropriar de informações importantes, como saber o que é a depressão, sintomas, profissionais especializados e adotar uma rotina que lhe promova qualidade de vida e bem-estar.

O QUE PRECISO SABER….

O QUE É A DEPRESSÃO?

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas.

SINTOMAS INCAPACITANTES

  • Alterações de humor, como a tristeza constante;
  • Perda de interesse por coisas que antes gostava;
  • Perda da capacidade de se divertir;
  • Pessimismo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Alterações no apetite;
  • Alterações no peso;
  • Insônia;
  • Cansaço e falta de energia;
  • Falta de esperança;
  • Vontade de morrer (nos casos mais graves);

UMA DOENÇA MENTAL DEMOCRÁTICA

A depressão pode acometer qualquer pessoa, independente de cor, raça, religião, condição econômica, idade, gênero, orientação sexual, profissão, cargo e escolaridade.

SEM RÓTULOS

Não é mimimi e muito menos sinal de fraqueza!

TEM TRATAMENTO

É um transtorno tratável por meio de psicoterapia, medicamentos antidepressivos quando necessário e prescritos somente pelo médico e/ou especialista como Psiquiatra ou uma combinação de ambos. 

Aqui entra também toda uma equipe de profissionais da saúde atuando de forma integrativa, assim como as terapias integrativas com comprovações científicas de eficácia nos tratamentos.

AÇÕES PREVENTIVAS EM PRÓL DO BEM-ESTAR MENTAL

PRÁTICAS DE AUTOCUIDADO

  • Fazer atividades físicas regularmente. Escolha aquela que mais combina e que seja possível para sua realidade no momento.
  • Por exemplo: caminhadas ao ar livre, praticar um esporte (corrida, tênis, natação), ballet, yoga, dança de salão, ginástica, pilates, musculação.
  • Adotar atividades prazerosas, como jardinagem, pintura, leituras, decorar o ambiente da casa, atuar como voluntária em projetos sociais etc.
  • Aprender para incorporar a prática da meditação no dia a dia, como uma forma de alinhamento e respiro para conectar-se e regular-se emocionalmente. Atualmente existem, muitas produções científicas disponíveis com comprovação de seus benefícios a saúde mental. 
  • Ouvir músicas alegres, ver filmes que nos colocam o nosso estado de humor UP ⬆️.

Finalizo a coluna, com muito carinho, compaixão e pegando emprestado uma frase da Clarice Lispector que diz:

“O QUE IMPORTA AFINAL, VIVER OU SABER QUE ESTÁ VIVENDO?”

Depressão
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