Se você pudesse mensurar o espaço que existe dentro de você, além de seus orgãos, sistemas e esqueleto, você se surpreenderia com a quantidade de novas coisas que seu corpo é capaz de abrigar!!!

Mas aí vem a tal da falência, a tal da queda, a tal da perda, a tal da diminuição dos seus hormônios femininos e parece que tudo fica tão apertado, seco, árido, tipo aquelas pessoas que vão acumulando objetos em suas casas até não conseguirem mais transitar por entre os cômodos!!! Sabe do que eu estou falando?

E ela se viu no meio daquela bagunça com cheiro de mofo e roupa guardada. De repente não conseguia mais achar suas meias felpudas de inverno, nem seu casaco longo de lã, aquele que ela amava usar como coberta para as suas pernas, enquanto tomava mais uma boa taça de vinho. Ela se viu atolada de coisas que antes cabiam direitinho em suas gavetas, se acomodavam nos cabides ou estavam dobradas e acomodadas na mais perfeita ordem.

A menopausa bateu à sua porta, sem aviso, sem se anunciar… meteu o pé na porta mesmo! E quando entrou, deixou um rastro de bagunça que levou um tempão daqueles para arrumar! E demorou! Não foi assim, que ela chegou e fez a desordem e você já saiu varrendo, espanando, borrifando e organizando tudo, não!!!

Primeiro foi tudo para debaixo do tapete, atrás da porta, dentro de caixas, aquela montoeira, aquela tralharada de sintomas, de sensações, de não se achar dentro do próprio corpo, do próprio jeito tão diferente de ser que ela estava agora. Que bagunça dormir com tudo arrumadinho e acordar no meio daquela bagunça. A menopausa bagunça mesmo, bagunça tudo e a gente não imagina por onde começar a arrumação quando ela escancara que muita coisa pode não caber mais dentro da gente. Que talvez seja preciso fazer um detox menopáusico em nossa vida, nossos hábitos e em nosso jeito de estar no mundo!

O tempo passou e ela sentiu vontade de começar a organizar a tralharada toda! Foi preciso mexer e remexer naquele acúmulo todo e decidir o que poderia ficar e o que era descarte há muito tempo! e foi tão libertador fazer aquela arrumação! Ela enxergou tantas novas possibilidades e viu finitudes em muitas coisas que já não cabiam mais em seus conceitos, que estavam apertados demais para o espaço de seus novos começos e outros ainda, que ela nem sabia o motivo de ter guardado. Sobrou em espação daqueles e ela deixou arejar, perfumou com essências, guardou só o necessário e aquele espaço que sobrou ela reservou para seu novo despertar, para a sua renovação. 

Menopausa é uma palavra grande, mas é só uma palavra! Merece a nossa atenção, o nosso melhor olhar, mas é só uma palavra. Ela não pode ser maior do que o seu poder de decisão e de mudança. Se ela vier e bagunçar a sua casa, arruma aí do seu jeitinho que ela há de se acomodar. Se ela chegar de mansinho e se misturar com a mobília, ufa! Mas também vai precisar do seu carinho.

Beijos menopáusicos!

Dani Chyla @antesdoscinquenta

Colagem: Beau Frank

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