Será que, realmente, evoluímos?

Oi, queridos, tudo bem com vocês? Espero que tenham tido um Natal abençoado, junto daqueles que vocês amam. 

Escrevo esse texto na semana anterior ao novo ano e confesso que a minha coluna, inicialmente, não teria esse tema. Na verdade, seria super irreverente, com memes divertidos, mas, diante do que temos acompanhado, penso que, nesse momento, uma reflexão é mais importante.

Antes de tudo, que ano! Lembram do meu último texto quando eu perguntei se vocês já tinham se aplaudido de pé? Então, façam isso todos os dias porque só passar por 2020 já nos tornou verdadeiros guerreiros! Mas será que só isso basta?

Eu penso que não. Por mais que tenha sido um ano conturbado, inédito e desafiador (e aqui eu deixo toda a minha solidariedade para quem perdeu pessoas queridas pela “covid”), questiono se o exagero de “prezar pela saúde mental” de muitos, com o passar do tempo, não acabou por prejudicar tantos outros.

Há pouco, por exemplo, acompanhei uma reportagem na TV sobre aglomerações em um determinado local aqui no Brasil, o que gerou, inclusive, um aumento excessivo do tráfico aéreo na Cidade. Em um fim de ano marcado por uma pandemia sem precedentes, será que estamos no caminho certo para a tão sonhada “luz no fim do túnel?”. 

Ainda que a vacina venha como uma solução, qual será o saldo da responsabilidade coletiva nesse período? Do cuidado com o próximo?

Não seria o momento, então, de refletimos sobre o limite da nossa compreensão? É claro que ficar em casa durante 09 meses, aproximadamente, está bem longe de ser algo maravilhoso e enriquecedor. A exaustão mental vem, a saudade dos amigos e dos familiares chega como um tsunami e a praia, de repente, se torna um “oásis no deserto”. 

Óbvio que tem momentos em que “equilibrar pratinhos” não é nada fácil. Mas e o custo geral de nossas ações? Até quando o individual será muito mais importante do que o coletivo?

Enfim, penso que essa conta é a que precisa ser ajustada e proponho, assim, que nesses últimos dias de 2020 possamos refletir sobre o que desejamos para o todo nos próximos anos.

Um beijo e até a próxima.

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