Desde que nossa sociedade foi fortemente inundada por mudanças políticas, econômicas e tecnológicas acontecerem de forma frenéticas há quase uma década, percebemos o quanto que essa dinâmica vem impactando a forma de nos relacionarmos conosco, com a família, os outros, no trabalho e no estilo de vida.

A velocidade com que tudo isso acontece e interage, vem exigindo cada vez mais uma curva de aprendizagem, psicológica e emocional de adaptação e resposta a tudo isso de forma funcional mais rápida do que podemos dar conta. As fragilidades, vulnerabilidades, incertezas, medos, ansiedades nunca foram tão vivenciados e experimentados tão intensa.

Venho me dedicando a falar sobre isso desde 2018 e alertando que sim, a humanidade precisa de apoio, reforço para equalizar essas forças. Colocar o SER HUMANO no centro dessas mudanças para melhor adaptar-se de forma funcional.

O mundo VUCA não responde mais a esse momento, e entra em seu lugar o B.A.N.I, uma leitura proposta pelo antropólogo e futurista Jamais Cascio que traz a fragilidade, ansiedade, não-linearidade e a incompreensão como uma nova forma de enfrentar e lidar com o contexto atual, para que navegamos pelas realidades enquanto sujeitos, líderes e organizações.

A ilustração abaixo, descreve de forma mais detalhada essa mudança:

Tornar a vida mais leve vem sendo cada vez mais desafiador. Descobrir o que é essencial se estiver o tempo todo focado no trabalho, torna uma tarefa mais difícil em identificar e gerenciar em nossas rotinas.

Acredito ser importante reservar um tempo para respirar, olhar em volta e pensar. Sem esse nível de clareza fica difícil por exemplo, inovar e crescer. É preciso que tenhamos em mente, se estamos ocupados demais para pensar na vida ou criando espaço para escapar e explorar a vida.

Diante de tantas imposições da urgência e do desempenho, surgiram diversas correntes que começaram a lutar contra a aceleração frenética em suas épocas, a questão sempre foi arranjar tempo para viver, saborear os momentos vividos.

Movimentos surgidos, por exemplo, em 1986 como slow food, derivações voltadas para melhor qualidade de vida, pela desaceleração dos ritmos cotidianos: slow money, slow management, slow city, slow sex, slow tourism e por aí vai…. Até chegarmos à atitude “slow life” que privilegia o melhor antes do mais, o ser em vez do ter, a qualidade mais do que a quantidade.

Logo, o “dar tempo ao tempo”, não pela redução em si, mas para ter a escolha de em saborear melhor o que fazemos, o espaço em que vivemos e as relações com os outros.

Aqui deixo duas perguntas para contribuir para sua autorreflexão:

Você tem percebido a sua vida mais ocupada ou produtiva?

O que é essencial na vida que possa torná-la mais leve e funcional?

Finalizo com esta bela frase:

“A vida só está disponível no momento presente. Quem abandona o presente não pode viver profundamente os momentos da vida cotidiana.” – Tchich Nhat Hanh

Um forte abraço e sigamos fortes!

0 Shares:
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
Vírus
Saiba Mais

Vírus detectado

Como pop-up na tela do computador, esse vírus nos pôs à prova. Use máscara, álcool gel e viva a vida, porque viver realmente é o propósito.