Todos os dias tomamos inúmeras decisões, umas boas, outras nem tanto. A repetição dessas decisões – no início são escolhas conscientes tornando-se depois quase inconscientes – é o que chamamos de hábitos. Mas tem hábitos saudáveis e outros menos…

Modificá-los torna-se uma das tarefas mais difíceis da vida moderna. Mesmo sabendo que a atividade física, alimentação saudável e uma boa noite de sono melhoram nossa saúde, porque não somos capazes de nos comprometer com tais rotinas?

Pequenos hábitos saudáveis podem melhorar a sensação de bem estar e influenciar a longevidade, é o que dizem as pesquisas científicas. Mesmo assim, o binômio “foco e fé” muitas vezes não é suficiente para sairmos da nossa zona de conforto.

Em janeiro, porém, a coisa muda. De certa forma faz parte do desejo de inúmeras pessoas em todo o mundo, especialmente nessa época, perder peso. Junto com o ano que se inicia todos nós queremos estar em nossa melhor versão, mas muitos de nós não conseguem seguir adiante do planejamento inicial.

E se neste novo ano mudarmos o enfoque?

Que tal pensar em investir nossas energias em ter mais saúde, mais disposição e vitalidade e nos propor a cuidar desse corpo que vai nos acompanhar pelo resto da vida de uma forma mais intuitiva?

Se focarmos no bem estar, no autocuidado, na saúde, a perda de peso pode acontecer a longo prazo. Devemos tentar ter um planejamento alimentar que funcione independente da época do ano, modismos ou idade.

Mas como chegar lá?

Inicie pelo básico, pelo simples. Vamos lá?

Planeje suas refeições. Coma com mais qualidade, com alimentos mais frescos e in natura.

O grande segredo é comer comida de verdade. Aquela que encontramos nas feiras e não nos supermercados. Aquela que é preparada em casa e não aquela que vem pelo delivery.

Outra sugestão é a que vem da Ilha de Okinawa, uma das “Blue Zones”, onde se encontra um dos povos mais longevos do mundo. “HARA HACHI BUN ME” que significa: coma até ficar satisfeito, sem se empanturrar.

Também das Blue Zones vem a valorização da alimentação no sentido de compartilhar esses momentos com a família, aproveitando para ter foco e atenção na hora de se alimentar. Isso significa, entre outras coisas, mastigar bem os alimentos e saborear a comida. Hoje em dia observamos exatamente o contrário: pessoas fazendo as refeições sozinhas, engolindo o alimento sem mastigar e olhando o celular.

O multitasking facilita a nossa desconexão com o alimento, atrapalha o prazer das refeições e engana a sensação de fome e saciedade, além dos impactos negativos na nossa saúde mental.

Outra proposta: seja ativo, movimente o seu corpo. Não precisa necessariamente ser uma atividade física planejada, na academia. Dê uma volta no quarteirão com o cachorro, coloque uma música e dance, faça uma aula de ioga pela internet. Movimente-se, sinta todas as sensações que esse corpo pode te oferecer.

Tudo isso, claro, sem pressa. Esse processo leva tempo e requer paciência na jornada. Automatizamos nosso (mau) comportamento, mas podemos modificá-lo.

Nesse 2021 novinho em folha, te convido a, juntas, construirmos novos hábitos saudáveis baseados neste pensamento socrático: “O segredo da mudança é focar toda a sua energia não em lutar contra o velho, mas em construir o novo”.

Feliz vida nova!

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