Não poderia começar este primeiro artigo sem expressar a satisfação de fazermos parte deste grupo tão seleto de pessoas e discussões tão boas, um bálsamo nos dias de hoje.

Bons assuntos e boas pessoas são fundamentais em um tempo em que estamos no olho de um furacão – que não se afasta ou sossega – e que passou rasgando e roubando da gente a liberdade, o desprendimento que tínhamos em buscar os outros, nos reunir, beber, papear, gargalhar, enfim, ter de quando em vez tudo de bom e agradável que precisamos para sermos felizes.

A Drinkn The Pot Co. também é  fruto de uma “inconformidade”, quando nos perguntamos se poderíamos ter isso tudo, regado a clássicos drinks feitos na hora quando bem entendermos, apesar das limitações?

Decidimos que Sim, podemos! E Fazemos acontecer nossos felizes encontros onde e quando queremos. Por isso, achei conveniente o nosso post de estreia ser sobre um dos prazeres que sustentamos, independente das circunstâncias; o “Happy-Hour”!

Antigamente, quando trabalhávamos em escritórios e saíamos de casa, quando precisávamos relaxar, tínhamos o hábito de marcar um happy-hour com os amigos. Você ia, escolhia o lugar, falava com pessoas sem máscara, bem vestidas, podia dar aquele abraço caloroso, tomava seus drinks preferidos, ouvia boas músicas e voltava renovado…

O termo “happy-hour” remonta ao início do século XIX.  E era usado como gíria naval dos EUA para descrever o período de entretenimento em que atividades como boxe e luta livre ocorriam a bordo dos navios. Ainda nesse tempo, não era associado a bebida. 

Um movimento que se iniciou por volta dos anos de 1820/30 quando uma onda de revivalismo religioso varreu os Estados Unidos e deu força aos moralistas, culminou 100 anos depois na a Lei Seca. A lei entrou em vigor em 1920, proibindo “a fabricação, transporte e venda de álcool”, resultado de uma longa e persistente campanha de um grupo chamado “The Dry que se propunham a divulgar os “males sociais do álcool. “

#thesilverclassics, Suzy Parker e Robert Tettersall em Paris, 1956

Houve uma queda inicial no consumo de bebidas alcoólicas mas a desobediência veio logo em seguida! Bebedores renegados – também conhecidos como “os Wets” – se reuniam em clubes populares e o termo happy-hour passou a ser usado como “um eufemismo para sessões de bebida antes do jantar””. 

Para ter um happy-hour, era preciso encontrar um desses lugares ilegais chamados “speakeasies” ou uma residência particular permissiva 

Em dezembro de 1933 a Proibição foi encerrada…alguns dizem que Franklyn Delano Roosevelt celebrou com um Dirty Martini, seu drink preferido!

Desde então, o happy-hour foi  ganhando espaço nas cidades, pós expediente e os drinks e músicas desses lugares se espalhou rapidamente. 

A herança dos anos 20  persiste até hoje nos excelentes drinks – o Old Fashioned e French 75 são deliciosos exemplos, na dança – o Charleston swing  –  e na música.

P.s: No happy-hour de hoje vamos de “Sweet Man” com California Ramblers, um conjunto que começou em uma taverna em Long Island os anos de 1920´s e que apresenta dois músicos que ficariam reconhecidos no mundo todo; Jimmy e Tommy Dorsey…que alguns anos mais tarde contrataria um rapaz magrinho para cantar chamado Frank Sinatra…

Mas isso é conversa para o próximo happy-hour!

Cheers!

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Eu sempre revisitei o meu passado através das músicas, misto de bússola com termômetro e confesso que quando morre um artista gigante, há uma fusão de lágrimas e sorrisos enquanto grudo meu ouvido no fone. E juro, posso contar minha vida não apenas pelos anos vividos mas pelas canções de Rita Lee.