Eu sou a Renata, também conhecida como Renata Rea, Renatinha, Tata ou simplesmente Rê. Nasci e morei em São Paulo a vida inteira com exceção de um ano fantástico em que morei em Nova York. Minha história profissional é como um romance cheio de emoção, mudei algumas vezes de rumo, larguei tudo para trás e vou contar um pouco para vocês.

Nos idos tempos de menina, durante umas semanas do primeiro ano, carregava uma maletinha com curativos para ajudar os amigos, tinha certeza que minha vocação era ser médica. Também já amava escrever e aos 10 aprendi a cozinhar, a minha primeira receita foi puro instinto. Em tempos onde criança não cozinhava, eu colhi amoras no pé da casa dos meus pais, subi em uma cadeira na cozinha, pedi para acenderem o fogão e fiz uma alquimia – fruta e açúcar, a minha primeira geleia na vida!

Aos 14 anos na feira de profissões da escola, o tradicional Colégio São Luís, fomos conhecer a faculdade Pinheiros de medicina, entramos sem nenhum tipo de autorização ou convite. Os alunos que nos ajudaram foram advertidos depois, e nosso trabalho ficou maravilhoso.

Já no colegial, eu gostava mais de dançar e namorar que de estudar. Me entediava nas aulas e passava o tempo todo escrevendo poemas e achando alguém para conversar. Neste tempo, minha vaidade me dizia que eu devia fazer Farmácia e Bioquímica, ser cosmetóloga e perfumista. Colecionava caros perfumes franceses, que usava com orgulho e como se realmente fosse um estudo para minha futura profissão. Aos 17 não passei na faculdade de farmácia, e um tanto perdida, acabei fazendo cursinho e cursando administração de empresas na FAAP.

Não amava a faculdade, cheguei a pensar em cursar Psicologia, mas por lá continuei. Trabalhei um tempo com meu pai, fiz um estágio em banco e decidi que precisava de mais. Queria morar fora, NY, Paris, eu queria experimentar o mundo. Como na minha vida sempre há uma dose de ajuda divina, consegui no último semestre de faculdade um estágio em um banco suíço, com a promessa de que no ano seguinte eu iria para NY. Em julho de 1996 lá fui eu me aventurar, morar sozinha, trabalhar como nos filmes de Wall Street, sem muitas horas de sono, mas com a sede de conhecer e explorar aquela cidade incrível. Foi um ano intenso e a melhor coisa que trouxe dele foi um namorado brasileiro, meu marido há 22 anos.

Outras carreiras vieram, após o casamento e cinco anos neste banco, resolvi que queria algo mais calmo. Acabei descobrindo a joalheria e fotografia. Me tornei sócia da namorada do meu irmão, ela cuidava da produção das joias, eu das vendas, e juntas pensávamos na concepção das peças. Após alguns anos, ela decidiu parar de trabalhar e eu continuei sozinha, até hoje faço algumas reformas e peças por encomenda para alguns amigos.

Neste início de casamento resolvi cursar astrologia, gemologia, me aprofundei na yoga, cursos de auto-conhecimento, virei uma estudante eterna e descobri que sim, amava estudar. Durante uma década fui fotógrafa e joalheira, tive meus filhos neste tempo e fui muito feliz. Aos 31, já com minha primeira filha, pensei em largar tudo e me tornar nutricionista, cheguei a entrar na faculdade, fazer matrícula, mas ainda teria que trabalhar e queria mais um filho, o sonho ficou para trás e eu segui “photo-jeweller”.

Perto dos 40 anos o vento soprou no meu ouvido novamente, um desconforto, algo me dizendo que era hora de acertar o meu GPS novamente, mudar a rota. Lá fui eu explorar outra paixão, a cozinha. A geleia dos 10 anos de idade, já era um dos meus hobbies na vida, eu cozinhei desde a adolescência e queria saber a técnica por trás daquele meu dom de misturar ingredientes e ter magia no prato. Me tornei “chef de cozinha”, técnica em gastronomia. Veio um blog, as participações na TV, curso de Raw Food na Califórnia, o Instagram, a escola de culinária.

Mal sabia eu, aquele caminho sem volta ia me levar a minha profissão atual. Mas esta história eu conto no próximo texto.

Me contem da história profissional de vocês. Adoraria saber!

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