Você, assim como eu, já deve ter cansado de ver essa frase circulando por aí. Ouso confessar que deve ser muito legal na teoria mas, na prática, me parece um pouco utópico. Um relacionamento entre pessoas absolutamente diferentes sendo um conto de fadas? Acho que só a Disney explica (Freud, talvez, daria uma boa risada).

Em uma das trocentas vezes em que me deparei com essa frase (ou seria uma afirmação?) eu parei um pouquinho para pensar o que seria do meu relacionamento se André fosse totalmente o meu oposto.

Para contextualizar, vamos dar uma rebobinada rápida. Minha vida amorosa nunca foi das melhores. Tomei uma P porrada aos 25 e, depois disso, literalmente me fechei. Sim, por medo de levar outra cisterna de água fria. Resultado: anos de terapia e uma insegurança pesada de conhecer e começar um novo relacionamento.

O que eu fiz? Me joguei no trabalho. Como, nessa época eu viajava muito, tornei a rotina corrida como uma válvula de escape. Além disso, tinha um grupo de amigas muito unido, então, estava feliz e aproveitando. Confesso que já estava quase aceitando o fato de a vida a dois não ser pra mim (pelamor, jamais passou pela minha mente estar com alguém apenas por estar!) quando, então, a vida deu uma grande sacudida e tudo mudou novamente.

Aliás, foi uma fase de muitas mudanças. De trabalho, de rotina, de pessoas. No meio desse caminho, o André caiu de paraquedas bem no dia do meu aniversário. Ok, fofo, mas custou até eu chegar à conclusão de que ele era o cara.

Voltando ao presente. Conheci o hubby aos 36 e casei aos quase 38. Talvez eu tenha sido um pouco fora da curva, mas hoje eu tenho certeza de que foi o melhor que eu fiz.

Digo isso porque eu não consigo imaginar viver um cotidiano com alguém que não tenha os mesmos valores, crenças, percepção de vida e a visão sobre parceria. Para completar, naquela mesma época, ainda sofri um baque emocional enorme, então, se ele não tivesse um mesmo cuidado com a família ou não entendesse o quanto para mim é importante estar com a minha, tudo teria sido completamente diferente.

Pode ser que pessoas a princípio, nada compatíveis tenham um futuro juntas. Respondendo por mim, eu prefiro acreditar que os dispostos se atraem e abraçamos aquelas imperfeições que acabam, dentro do contexto, sendo perfeitas para lidarmos e irmos nos adequando.

Então, se você ainda não encontrou alguém com quem se veja dividindo a vida, vou te dar um conselho bem “Sex and the City”: esteja com suas amigas e se divirta. Por favor, não deixe de fazer nada por não ter um par e como diria Carrie Bradshaw, nossas amigas também são nossas almas-gêmeas.

Um beijo e até a próxima.

0 Shares:
1 comentário
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
Respiros
Saiba Mais

Respiros

Sou do tempo em que a solidão era preenchida por respiros iguais a este que tive nessa feliz e ensolarada tarde do meio da semana.
Saiba Mais

Arruinada pelo êxito

Síndrome de impostor na maturidade é tão comum quanto a adolescência gratiluz das filhas. Quem tem mais a ensinar quando não há a quem apelar?