O envelhecimento da pele é dinâmico e causado por diversos fatores. Mas o que de fato observamos no rosto ao redor dos 45 anos de idade?

Envelhecemos desde o momento em que nascemos, mas os primeiros sinais na pele começam a aparecer ao redor dos 30 anos de idade. Claro que existem variações individuais. A forma como isso acontece segue a nossa predisposição genética e sofre interferência dos fatores ambientais e comportamentais a que somos expostas.

Essa é a divisão didática do envelhecimento cutâneo intrínseco e extrínseco. O envelhecimento intrínseco (ou cronológico) é geneticamente determinado, tempo-dependente e se refere à diminuição progressiva da capacidade do nosso organismo em executar suas funções normais. Por sua vez, o envelhecimento extrínseco está relacionado aos nossos hábitos – dieta, sono, atividade física, estresse, vícios como cigarro e alcoolismo, e aos fatores externos – exposição solar, alterações climáticas, poluição.

A depender da genética e do estilo de vida, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até os 50 anos de idade. Não é possível alterarmos a genética, mas é bem sabido que podemos interferir positivamente no envelhecimento adotando hábitos saudáveis de vida, que promovam um efeito antioxidante no nosso organismo.

Não existe consenso quanto à idade considerada auge da beleza, o padrão de beleza segue conceitos culturais e sociais. Algumas pesquisas mais antigas apontavam o auge daquilo que seria o padrão ideal de beleza feminina entre 31 e 32 anos de idade e, mais recentemente, uma outra pesquisa sugere que o auge seria alcançado aos 38 anos. Essa mudança de padrão acompanha o envelhecimento da população, que chega na quarta década com mais saúde e qualidade de pele.

Do ponto de vista dermatológico, a nossa produção de colágeno diminui a partir dos 25 anos e estima-se uma perda de 1% ao ano a partir dos 30 anos. Essa perda atinge seu ápice nos primeiros cinco anos da menopausa. O colágeno é a principal proteína da pele, importante para firmeza e sustentação.

Os primeiros sinais de envelhecimento comumente observados ao redor dos 30 anos de idade são as rugas de expressão, localizadas no terço superior da face, local de maior movimentação durante as expressões faciais. No terço médio da face, o sulco nasogeniano, popularmente conhecido como “bigode chinês”, pode começar a ficar marcado. Ao redor dos 35 anos, a pele ao redor das pálpebras começa a mostrar rugas mais finas.

E o que de fato observamos na pele aos 45 anos? Todos os sinais que começaram a aparecer na década anterior são intensificados. A pele tende a ser menos hidratada, os poros da região central do rosto mais evidentes e algumas manchas – melanoses – podem aparecer. As rugas de expressão do terço superior devem estar mais marcadas mesmo ao repouso, principalmente na lateral dos olhos – “pés de galinhas”, na testa e entre as sobrancelhas. As pálpebras inferiores são uma região de pele mais fina que o restante do rosto e costumam apresentar além de rugas finas, uma piora das olheiras pela demarcação do limite entre essa região e as bochechas.

O fenômeno principal é a FLACIDEZ. O envelhecimento não atinge somente a pele, existe uma diminuição dos tecidos abaixo dela que impactam diretamente na sustentação. Além da reabsorção óssea, os compartimentos de gordura, que são o nosso preenchimento natural, tendem a diminuir e podem se deslocar.

Esse conjunto de alterações explica a sensação de DERRETIMENTO – sentimos a pele caindo em direção ao centro e à porção inferior do rosto. É possível notar uma queda das caudas das sobrancelhas, com piora da flacidez da pele da pálpebra superior – sentimos esse efeito ao aplicar a maquiagem e notar uma área menor disponível para a sombra.

A região central do rosto apresenta uma perda de volume, com diminuição das bochechas e piora do bigode chinês. Os lábios tendem a diminuir de volume e perder o contorno definido, especialmente o lábio superior. Os cantos da boca começam a apontar para baixo, dando a sensação de um sorriso mais triste.

O queixo também está propenso a diminuir de volume na região lateral, ao mesmo tempo em que fica mais pontudo – algumas pessoas apresentam uma ruga linear entre o lábio inferior e o queixo. O contorno do rosto tende a ficar menos definido, causando a sensação de continuidade com o pescoço, que também está mais flácido na região da papada.

Parece uma descrição trágica, mas não é, pois não acontece de maneira abrupta. As alterações na qualidade da pele e sustentação acontecem no corpo todo e de forma dinâmica. Adotar hábitos saudáveis e medidas preventivas, como o uso do protetor solar, são a melhor receita para preservar a saúde da pele. E ainda existem inúmeros procedimentos que podem minimizar alguns destes sinais. Conte com um dermatologista para te acompanhar nesta jornada.

1 Shares:
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
Sol
Saiba Mais

A vitamina do Sol!

Ah, o Sol… Às vezes reverenciado, às vezes, acusado. Estudos mostram o potencial carcinogênico, mas exposição nos traz também benefícios.