Hoje venho falar sobre parceria, ou melhor, sobre o papel central que as parcerias exercem em nossas vidas.

Muito se fala sobre QI, espírito empreendedor, capacidades técnicas específicas como definidores de sucesso, sejam esses profissionais ou pessoais. Ocorre, porém, que já idos meus 50 anos, e olhando pelo retrovisor, não necessariamente o meu, e sim de todo o meu entorno, percebo o poder que as parcerias tem no sucesso ou fracasso da maioria das pessoas.

Pensei muito se deveria falar das parcerias românticas, ditas pessoais, afinal, falo a partir de um canal de uma marca de consultoria estratégica, e cheguei à conclusão que sim, que devo falar de ambos os campos passíveis de construções de parcerias, afinal somos a mesma pessoa em todos nossos papéis, independentemente do “chapéu” que estamos usando em cada um deles. O que ainda mais fortaleceu minha decisão de misturar os campos foi a percepção do quanto os dividimos no decorrer da vida, perdendo oportunidades de aproveitamento e soluções sistêmicas. Quantas vezes pessoas recorrem aos serviços profissionais de psicólogos em decorrência de problemas conjugais e raramente falam da sua vida profissional a qual permeia praticamente 1/3 do seu dia? E quantas vezes deixamos de recorrer à inteligência e perspicácia de nossos parceiros (as) em uma decisão profissional, “para não misturar as coisas”?

Bons encontros, sejam esses no âmbito pessoal ou profissional são o precursor de qualquer sucesso, sendo os maus encontros, da mesma forma, responsáveis muitas vezes por nossos fiascos. Dificilmente encontraremos profissionais bem-sucedidos que não tiveram excelentes sócios ou parcerias duradouras que os motivaram, que os completaram, que os instigaram, que dividiram angústias e medos, que os respeitaram e admiraram no decurso de sua vida profissional, bem como raramente veremos casais que não se enxergavam, não se respeitavam e não tinham projetos comuns tendo uma vida próspera e saudável.

A base da parceria são os afetos, e como diria o grande filósofo Baruch Spinoza “devemos compreender a alegria como o afeto que possibilita a passagem para uma perfeição maior, ou seja, quando encontramos um alguém que aumenta a nossa potência de agir, fortalecendo nossa condição de ser nada mais do que somos e ainda nos incentivando a aprimorar, somos afetados de alegria; da mesma forma, ao contrário, o afeto de tristeza é a passagem para uma perfeição menor.”

Desta forma, identifiquem, escolham e construam boas parcerias, para assim atingir o melhor de si mesmos. E, sim, nunca descartem a sorte.

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