Recentemente, fui surpreendida com essa pergunta: “Qual o seu sonho?”. E confesso que não soube responder. Explico: passei por tanta turbulência nesses últimos anos que preferi me segurar com força no presente. Assim, juro para você que eu não faço a menor ideia de como será minha vida daqui a uns 10 anos.

Os coaches piram, certo? Mas, por um escudo, desenvolvi uma capacidade de não colocar expectativa para o futuro. Tenho meus projetos imediatos e os mediatos e, através deles, vou me organizando. E não, não me sinto em nada culpada por isso.

Na verdade, eu queria a minha vida de volta. A minha rotina, as minhas viagens. Ok, tudo mudou e eu precisei ajustar a rota, então, me organizo, mas não foco exclusivamente no futuro, vou aproveitando e me divertindo durante essa jornada.

Aprendi a tomar decisões sem ficar décadas pensando sobre os prós e contras e estou mais impulsiva. O que não quer dizer que amanhã possa tudo virar de cabeça para baixo novamente e meu pensamento mude.

Esse ano escolhi um dia de cada vez. O amanhã está lá no lugar dele na linha do tempo. Nesse momento, não me interessa pensar nele e em nada além do que nos próximos meses. Talvez Freud consiga me entender, talvez às vezes nem eu mesma me entenda. Quem consegue estar 100 por cento focado a essa altura do campeonato?

Então, para quem me fez a pergunta inicial, eu prefiro responder o seguinte: o meu sonho é que eu chegue com serenidade até o final dessa semana. Que no trabalho tudo continue caminhando sem fortes emoções e que todas as pessoas que eu amo (me incluindo) continuem com saúde e em segurança.

Um beijo e até a próxima.

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