Olá a todos. Sou a Roberta, tenho 41 anos e estou literalmente cansada dessa propagação da positividade tóxica! Antes de tudo, gostaria de deixar muito claro que é bem difícil eu deixar a minha peteca cair. Tenho fé, tenho esperança de que dias melhores virão, mas procuro estar bem atenta à minha necessidade de colocar o pé no freio sempre que necessário. Talvez os recentes acontecimentos me trouxeram essa percepção.

Antes disso, eu me deixava iludir com frases de efeito a lá “livraria de aeroporto”, impactantes e no sentido de eu precisar dar o meu melhor, servir demais, o que quase sempre significava um desgaste absurdo aliado a uma bela dor de estômago. Eu, literalmente, fingia que podia dar conta de tudo e que acordar praticamente de madrugada me fazia bem. Sabe a tal da máxima performance? Tolinha, eu.

Pois bem, a porrada eu senti durante a pandemia, em que, para complementar e já que eu teria mais tempo em casa (gente, de onde tiramos essas conclusões nada a ver com coisa nenhuma?), me inscrevi em vários cursos online. Resultado: o destino deu uma gargalhada, a minha vida virou de cabeça para baixo e me ensinou o que eu já devia ter aprendido: eu preciso parar. Mais ainda: não é demérito algum.

Vivemos em um mundo em que a palavra “fracasso” pode ser equiparada a um palavrão. Somos ensinados a correr que nem o Usain Bolt desse sentimento. Se ele, porventura, cruza conosco em algum momento, vem aquela sensação de que tudo o que eu faço não vale de nada e o mundo é PH, menos eu. Quem se identifica?

E, quando caímos em si, nos jogamos em uma comparação incessante (ainda que de forma intuitiva) que nos faz esquecer tudo o que já fizemos de legal e o quanto crescemos. Como em um passe de mágica, deletamos o nosso progresso, as nossas conquistas.

E sabe por quê? Por acreditar em receitas utópicas, milimetricamente desenvolvidas para nos fazer acreditar que só aquela fórmula mágica 24/7 divulgada nas mais diversas redes sociais irá mudar a nossa vida. Pois bem. Claro que me frustrei, me senti péssima, me culpei por não ser aquela profissional que faz tudo e que resolve tudo e que tem aquela vida de sonhos da internet!

Fiquei um tempo totalmente sem criatividade para escrever e, por isso, resolvi dividir esse momento com vocês. Descansar é preciso, viu? Além disso, se eu puder te dar um conselho que me fez muito bem: unfollow terapêutico.

Muitas vezes, estamos nos comparando com algo que não existe, com um fake muito bem sustentado. Já não estamos em um momento muito propício para essa cobrança desmedida. E, como muito bem atestou a maravilhosa Simone Biles, “não somos máquinas”.

Dito isso, eu desejo que você consiga passar por essa fase com o máximo de serenidade que você puder, lembrando sempre do seu valor, das suas conquistas e, se precisar dar um passo para trás, qual o problema? Se te faz melhor é sempre o que deve ser mais importante. Força para todos nós!
Um beijo e até a próxima!

0 Shares:
1 comentário
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
Cringe
Saiba Mais

Sou Cringe, e daí?

A pergunta que não quer calar: você que nasceu antes do ano 2000, se considera um Cringe? Comente sua resposta ou fica para uma reflexão...
Respiros
Saiba Mais

Respiros

Sou do tempo em que a solidão era preenchida por respiros iguais a este que tive nessa feliz e ensolarada tarde do meio da semana.