Não, não é frase clichê, mas uma questão de sobrevivência. Vou iniciar esse texto com uma pergunta: se alguém, em fevereiro de 2020, te dissesse que o mundo iria parar você acreditaria? Eu, com certeza, daria uma grande risada.

Minha agenda cheia de compromissos, eventos em SP, aniversário de amigas em março, trabalho, isso, aquilo.. ufa! De repente, tudo parou mas com alguma perspectiva de retorno. Em seguida, tudo parou sem a menor perspectiva de retorno. Nesse momento, todas as minhas “certezas” saíram voando pela janela, me deixando meio sem chão.

Aí veio 2021 e terminou de enterrar todas as minhas perspectivas de um futuro planejado. A queda foi grande, mas um ensinamento.

Sou a louca do planejamento. Sério, até tentando meditar e/ou praticar yoga eu faço listas de pendências mentais. O meu pensamento, muitas vezes, sai do hoje e se liga em um amanhã que, por tempos, eu meio que acreditei poder ter controle. Não, não tenho. Não, não temos.

Talvez eu estivesse presa em algo que nem eu mesma pudesse prever. Tudo bem que a realidade se tornou um grande “Black Mirror” mas, aos trancos e barrancos, eu aprendi a não pensar muito.

Era daquelas que pensavam 500x antes de tomar uma decisão (talvez pelo signo? Não faço a menor ideia, sou canceriana com ascendente em libra), conversava com pessoas próximas. Mas quando você tem apenas segundos para tomar decisões, acaba meio que obrigado a mudar as suas perspectivas.

Se ainda faço lista? Com certeza, bem menores do que antes. Mas se eu dissesse para mim mesma lá em 2020 que, há quase um mês do meu aniversário eu ainda não tinha decidido nada, aquela Beta não acreditaria.

Precisei desacelerar na marra e hoje eu vejo que até foi bom. Vivo um dia de cada vez. Não corro mais, tenho mais tempo para fazer tudo o que eu preciso e coloquei uma placa de “stop” antes de entrar na estrada dos dias de amanhã. É tão bom viver plenamente o hoje! No que vai me acrescentar já pensar no que pode acontecer daqui a uma semana?

E você, também adquiriu novos hábitos durante esse tempo? Me conta!
Um beijo e até a próxima.

Foto: Vitoria Villasana

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