Na busca por tratamentos estéticos, os bioestimuladores de colágeno estão sempre em alta. Desde seu lançamento no mercado brasileiro, há mais de 15 anos, sua procura só aumenta. Especialmente nos últimos anos, quando mudamos a visão da dermatologia sobre o envelhecimento.

Se antes os tratamentos se concentravam apenas em corrigir algumas rugas e sulcos, há algum tempo entendemos que o envelhecimento ocorre de maneira tridimensional nas várias camadas da pele e nos tecidos abaixo dela – gordura, músculos e ossos. Investir em tratamentos preventivos garante resultados mais naturais e duradouros.

A tendência atual é fugir de procedimentos exagerados que alterem os nossos traços. A ideia é suavizar alguns sinais e, sempre que possível, estimular colágeno! É exatamente essa a finalidade do bioestimulador: fazer uma “poupança de colágeno”.

Isso pode ser iniciado ao redor dos 30 anos preventivamente, mas a maior procura acontece a partir dos 40 e nas décadas seguintes, quando a flacidez da pele é mais evidente. Vale lembrar que a perda de colágeno é ao redor de 1% ao ano a partir da quarta década de vida e uma perda brusca ocorre ao redor dos 50 anos – no início da menopausa.

O que é um bioestimulador de colágeno?
É uma substância injetada na derme profunda – a camada da pele onde estão os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno. Uma vez injetada, estimula a nossa produção natural de colágeno na pele e, assim, ajuda a restaurar sua estrutura e melhorar a flacidez.

É um tratamento minimamente invasivo, com pouco ou nenhum tempo de inatividade. O efeito é gradual: normalmente ao redor do primeiro mês após a aplicação é possível notar uma melhora global na qualidade da pele, sendo que os melhores resultados ocorrem ao redor de 3 a 6 meses após o tratamento, e podem durar até dois anos.

Existem alguns produtos disponíveis no mercado: Hidroxiapatita de Cálcio (Radiesse®), Ácido Poli-L-lático (Sculptra®), Policaprolactona (Ellansé®) e fios de PDO – Polidioxanona (algumas marcas disponíveis). São diferentes substâncias, por isso não é possível fazer equivalência de ação e doses entre elas – e responder a dúvida comum de qual seria melhor. O ideal é que a escolha do produto seja feita pela experiência do seu médico e não pela marca comercial.

Apesar de diferentes, possuem mecanismos de ação semelhantes. Quando injetadas na pele, ocorre uma resposta inflamatória local leve (sem sintomas notáveis). São substâncias biodegradáveis, à medida que vão sendo metabolizadas, ocorre a deposição aumentada de colágeno na pele, com consequente aumento de sua espessura – a pele flácida fica mais firme.

Podem ser usados para melhora da flacidez da face e do corpo.
No rosto, aplicamos na parte mais lateral da face – com isso, observamos a melhora dos contornos e um suave efeito lifting. Além da melhora global da qualidade da pele e maior firmeza. Alguns estudos do Ácido Poli-L-lático mostram um aumento de 66% no colágeno tipo I após 3 meses; 80% dos usuários classificaram seus resultados como “bons” ou “excelentes” 25 meses após o tratamento.

Alguns produtos, como a Hidroxiapatita de Cálcio, podem ter um efeito preenchedor, se assim desejar, dependendo de sua diluição e da forma de aplicação. Os fios de PDO para sustentação podem ser aplicados para provocar uma tração na face e suavizar o peso das bochechas. Uma outra apresentação dos fios pode ser usada para bioestímulo em áreas de pele fina (onde os produtos líquidos não são indicados), como pálpebras e região perioral.

Colágeno
Foto do fabricante do Sculptra® – antes do tratamento e após 25 meses do tratamento com 3 sessões.

No corpo, podemos usar para melhorar áreas de flacidez do colo, pescoço, face interna de braços e coxas, abdome e glúteos. Normalmente as áreas corporais exigem múltiplas sessões ou podem ser combinados com outros procedimentos para potencializar os resultados.

Como todo mundo sabe, para garantir uma pele saudável é necessário manter hábitos saudáveis. Os tratamentos dermatológicos minimamente invasivos auxiliam a manter uma qualidade de pele a longo prazo e devem ser realizados por um profissional capacitado. O caminho da naturalidade inclui procedimentos que estimulam a nossa produção natural de colágeno.

@paulavoltarelli @mvdermatologia

1 Shares:
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
Saiba Mais

Cabelo, que cabelo?

Tenho um diagnóstico de alopecia androgenética, ou seja, hereditária. Há ainda um certo tabu ao se falar da queda de cabelo feminina...
Madeixas
Saiba Mais

Madeixas pra que te quero

A impossibilidade (ou cautela) de não ir ao cabeleireiro é motivo para olharmos para a mulher linda que existe debaixo das fartas madeixas.