A tão falada obsolescência programada acontece quando um produto sai de fábrica preparado pra durar pouco ou se tornar obsoleto rápido. Ex: um celular que a bateria começa a não carregar inteiramente ou que seu sistema operacional não atualize mais.

A obsolescência percebida é bem mais perigosa. Ocorre quando o produto ainda está funcionando, mas sai um novo e a indústria te incentiva a trocar o antigo, ainda em perfeito estado, por um novo Ex: um celular está funcionando perfeitamente, mas como saiu um modelo novo ele perde seu status.

Vamos ver como esses termos se aplicam na moda?

A obsolescência programada é vista em materiais que desmancham depois de um certo tempo, em tecidos que desbotam ou esbeiçam e costuras que arrebatam. Já a obsolescência percebida é a mais vista: roupas que nem chegam a ser usadas ou são pouco usadas e descartadas

Um dado impressionante: 40% das roupas produzidas são descartadas sem uso. Vamos fazer uma conta rápida? Se 80 bilhões de roupas são produzidas por ano, 40% disso é igual a 32 bilhões. Sim, trinta e dois bilhões de roupas são descartadas sem uso. Pensa no impacto ambiental que isso tem.

Uma curiosidade é que em 1929 as mulheres americanas tinham em média nove roupas no armário. Hoje em dia um armário é considerado cápsula com 30 peças…

Toda roupa produzida do zero sempre desgasta o planeta. Não importa se é com tecido certificado ou não. Esse afã da indústria de produzir peças não me parece ter como objetivo atender ao consumidor e sim as empresas lucrarem mais. Então vale pensar muito antes de comprar.

Vou contar aqui como eu faço na minha vida pra ter uma consciência mais tranquila, mesmo com um armário bem maior do que nove peças.

Não compro e nem desapego sem antes pensar muito. Na hora de comprar, além de pensar bastante, também procuro entender de onde vêm aquelas roupas. Gosto muito de comprar de marcas pequenas ou em brechós e bazares.

Fazer customizações também é algo que me agrada muito. Pro desapego rolar bem existem várias formas interessantes, como trocar com amigas, vender em brechós ou ressignificar a roupa. Na hora de comprar também procuro entender de onde vêm aquelas roupas

Compro pensando que aquela roupa não vai sair do meu armário nunca mais, e se ela vai ocupar um espaço precisa fazer meu olho brilhar de verdade. Pra mim não existe comprar roupa que não vai ser usada.

Sempre escolho peças que me agradam e sejam funcionais no meu dia a dia. Não sigo tendências. Não rotulo peças para ocasiões específicas. Sem rótulos consigo sair misturando tudo, e com isso sempre estou vestida de mim.

Faço rodízio entre as peças do meu armário. Num esquema bem doido, vou separando as que uso, e de 15 em 15 dias as roupas usadas vão pra dentro de malas e roupas de dentro das malas voltam pros armários. Assim estou sempre vendo coisas novas e não fico usando sempre as mesmas peças.

Cuido bem das minhas roupas. Isso é super importante. Roupa não é descartável, é algo que precisa durar. As peças que estão comigo há mais tempo entraram no meu armário em 1984 e seguem firmes e fortes até hoje.

Pra fechar: Não é só sobre onde se compra é também sobre como se compra e como se cuida.

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1 comentário
  1. Muito bom e Oportuno Este texto, Ana. Si compro roups que tem muito a ver comigo, independente de marca. Roupa, penso, é uma especie de extensão da gente, diz algo sibre nóS. Eu faco rodízio das roupas. De tempos em tempos troco as peças das prateleiras e cabides visíveis para estantes que guardam as peças em compasso de espera (seja oara voltarem ao uso ou para irem para alguem que curta o estiLo que uso).

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Resolvi fazer as pazes com meu corpo. Estamos nesse vai e vem emocional há décadas e eu precisava colocar um ponto final nesse desencontro.