Tudo começou com Guccio Gucci – de origem humilde, era filho de artesãos e trabalhava como carregador de malas e ascensorista no Hotel Savoy em Londres. Ficava admirado de ver a bagagem dos hóspedes se desmantelando… Faltava qualidade, resistência…

Gucci
quadro comprado por Guccio que fica na entrada do museu, como um símbolo do que ele almejava, e depois conquistou

Só não faltava força de vontade e uno spirito imprenditore para Guccio. Juntou suas economias e, em 1921, retorna a Florença e consegue abrir sua primeira loja; modesta, porém impecável. Assim como sua figura, sempre alinhado e elegante! Com o melhor couro vindo da Toscana e feita pelos melhores artesãos da cidade, incluindo sua própria família, criava e comercializava as melhores malas, baús e valises.

Utilizava ferragens de selaria, conferindo durabilidade e sofisticação para suas criações; bem como uma atmosfera estilo equestre. Assim, atraiu também uma cartela de clientes muito refinada. A nobreza florentina e a alta sociedade descobriram seu talento nato e os seus produtos eram cada vez mais conhecidos. Logo ele conseguiu dinheiro para ampliar e abrir atrás de sua loja, uma oficina própria. Passou então, a produzir sua mercadoria no local.

Em 1938, resolveu expandir, abrindo sua primeira loja na cidade de Roma na Via Condotti. E assim, não parou mais, ícone da moda (e das bolsas), em 1951 abriu a Gucci em Milão; e em 1953, no mesmo ano em que o fundador morre; seus filhos Hugo, Aldo e Vasco abrem uma nova loja em NY, onde as maiores celebridades de Hollywood contribuíram para que a marca se tornasse reconhecida mundialmente.

Ingrid Bergman, Audrey Hepburn, Sofia Loren, Jack Kennedy e o presidente JFK passaram a ser clientes fiéis da marca; sinônimo de requinte e bom gosto em nível universal.

Em 1993, o império (já endividado e fragmentado) é vendido para a Investcorp. Embebida num shot de milhões de dólares, a marca ressurge, com novo diretor criativo da casa: Tom Ford. Gucci passa por um processo de modernização, e as novas campanhas publicitárias também; exibindo personalidades como Tina Turner e Madonna. Suas coleções eram bem mais sensuais e foram muito bem recebidas.

A empresa foi mudando de mãos e acionistas, até que em 2004 Pinault (do grupo PPR) passa a ser o único dono. E com ele, a estilista romena Frida Gianini encabeça a criação.

Mais recentemente, quem assume a direção criativa da marca é Alessandro Michele. Ele inclusive convidou o artista grafiteiro Trouble Andrew, revisitando o tão cobiçado monograma GG, sucesso dos anos 1970. O artista acrescenta uma influência que vem diretamente das ruas – o street style, com referências a cultura do skate e da música; mantendo a marca rejuvenescida com seu GucciGhost.

Em 2017 a marca lança com assinatura de Alessandro, a primeira linha de Home Decor. Tive oportunidade de visitar em Florença, um pouco antes da pandemia, a Gucci Garden -um verdadeiro museo nello Palazzo dela Marcanza- Piazza Del Signoria.

Gucci

Mas nem tudo são flora e dionysus no legado da fama: em breve, estreia o filme “House of Gucci- A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed”. O drama policial dirigido por Ridley Scott; conta a história de Patrizia Reggiani, mais conhecida como “viúva negra” por ter encomendado a morte do marido Maurizio, neto do fundador da grife, em 1995.

Estrelado por ninguém menos que Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jeremy Irons e Jared Leto; filmado na Italia, promete ser um escândalo de estilo, charme e sedução.

Allora, aspettiamo…

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