Betty Reid Soskin se aposentou aos 100 anos e passou seu último dia como “park ranger” do Home Front National Historical Park (Richmond, California), fazendo o que mais gostava: comandando visitas guiadas no museu do Centro de Visitantes “Rosie the Riveter WWII Home Front”. Um projeto que ajudou desenvolver quando aos 84 anos participou da promoção e divulgação de histórias da colaboração afro-americana nos home fronts.

Betty Reid Soskin

Era lá, conversando sobre as vivências daqueles que ficaram no país durante a Segunda Guerra – para servir as necessidades dos militares americanos e exércitos aliados no chamado “Arsenal da democracia”-, que ela se realizava. Explicando a importância do fato que a urgência por esse tipo de trabalho facilitou e ineditamente incluiu, na indústria de suplementos de guerra, as chamadas “minorias”(especialmente mulheres negras). Iluminando a tão menosprezada participação desses grupos, que mesmo longe dos campos de batalha, enfrentaram em seus locais de trabalho inúmeros desafios, abrindo caminho para o surgimento de alguns dos mais importantes movimentos de direitos civis da América do Norte.

Foi premiada com o título “California Woman of The Year” de 1995.
Nomeada em 2005 como uma das dez “outstanding” (marcantes) mulheres “Builders of Communities and Dreams” (algo como “desenvolvedoras de comunidades e sonhos”) da nação norte-americana.
Presenteada em 2015 com uma moeda presidencial que lhe foi entregue pelo então presidente americano Barack Obama.
Condecorada com o “Silver Medallion Award” do Museu da Segunda Guerra, em Nova Orleans, 2016.
Autora do livro “Sign My Name to Freedom”, publicado em 2018, ano que também recebeu honras na Markers Conference em Hollywood, evento importante feminista.

A vida de Betty é uma inspiração. E foi contada- numa produção do Rosie the Riveter National Trust- no documentário “No time To Waste: The Urgent Mission of Betty Reid Soskin”, de 2019. A coragem e força dessa admirável mulher centenária. O corpo, ainda que poderoso e influente, não é páreo para a amplidão ilimitada da nossa mente, da nossa índole. O que plantamos, até o último suspiro, se fértil, e nobre, restará.

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