Em tempos tão obscuros, começo a minha coluna com essa frase de uma mulher forte, admirável, que não se deixa abater e que sempre encoraja outras mulheres: a cantora Jojô Todynho.

Ok, talvez você não concorde comigo e super entendo. A pluralidade de ideias e opiniões é incrível, desde que educadamente respeitada. Caso contrário arma-se um verdadeiro octógono sem o menor propósito.

Nesses tempos recentes, além de um bombardeio de verdadeiros “donos da razão” e especialistas em tudologia, infelizmente observo muitas mulheres desmerecendo outras e o que é pior, reduzindo suas opiniões e desrespeitando, sem escalas, seus posicionamentos.

Me causa espanto esse abismo entre as mulheres em uma sociedade na qual acompanhamos, dia após dia, a sua força se esvair (ainda que um pouquinho).

Momento em que as mulheres deveriam se despir de qualquer divergência e caminhar juntas, até mesmo pela união que traz o poder e a força. Momento em que a palavra de ordem deveria ser “chega” para tudo o que nos limita, para tudo que ousa nos diminuir, sobretudo o nosso papel nesse mundo. Momento em que devíamos estar gritando e reivindicando o nosso lugar, a nossa igualdade, dar um chega para lá definitivo nessa lenda de que somos frágeis.

Como muito bem colocado, não existe ninguém melhor do que ninguém. As nossas diferenças deveriam se unir em prol de algo melhor para o nosso futuro, o futuro de nossas filhas e netas.

Enquanto se pregar uma superioridade arrogante e inútil, os nossos direitos estarão cada vez mais expostos. O nosso amanhã depende demais de nossas mãos unidas hoje, defendendo sempre a ideologia baseada no “ninguém solta a mão de ninguém”.

E eu ousarei terminar meu texto com esse questionamento: já deu uma olhadinha no seu teto de vidro hoje?

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